04/12/2011

Anne Hampson - Incerto amanhã


Incerto Amanhã
Dark Avenger - Sabrina 44 - Anne Hampson
A vida tranquila de Júlia viu-se de repente comprometida com uma estranha promessa que colocava em risco a felicidade de algumas pessoas que ela amava. Como num passe de mágica, as profecias de uma cigana mudaram o curso de sua vida! As malhas do destino a conduziam para uma ilha distante, fazendo-a reviver uma antiga e misteriosa lenda local, que a intrigava a todo instante. Contra a sua vontade teria que ceder sem piedade aos caprichos de um rebelde local. Júlia saberia como escapar aos propósitos daquele homem, que a usava inclusive como uma vingança pessoal? Que direitos tinha ele sobre o futuro de Júlia?

O QUE ACHEI:
Esse é mais um livro da velha geração dos Sabrinas (hoje extintos) da Nova Cultural. Tinham um sabor de passado, de coisas bonitinhas e doces, de um romantismo mais tradicional e puro. Incomparável com os livros de banca atuais, todos com enfoque totalmente "sexy", onde mocinhas e mocinhos antes de mais nada precisam conhecer-se... fisicamente. Ou seja, cenas "calientes" e "hot" com um falso "romantismo" são a tônica do dia. Se não houver cenas em que abundam frases do tipo "ele pressionou com força sua virilidade contra ela" e outras frases-feitas de tipo duvidoso, não "tem graça". Não, isso não é apenas uma questão de gosto de leitoras, pois vendo livros de romance há mais de sete anos e sei que há leitoras para todo tipo de livro. Mas o que percebo é que há certa pressão das editoras para que determinados temas e cenas estejam presentes nos romances-rosa (que hoje em dia já não são rosa, são pink ou vermelhão!). O romantismo à moda antiga, a nostalgia, os sentimentos profundos, os pequenos dramas cotidianos tão naturais na vida das mulheres, já não existem. Os personagens são estereotipados de forma diferente: mulheres moderníssimas (até demais, fugindo da realidade das mulheres brasileiras, só para dar um exemplo), são belíssimas, com profissões de alto gabarito (modelos, secretárias executivas, artistas). Os homens precisam ser obviamente, ricos, milio ou bilionários... E o enredo pode até conter ceninhas bem "calientes", como mènage à trois, sadismo e sado-masoquismo. Tudo, naturalmente, muito atual - segundo dizem. 

Enfim... Voltando ao romance da saudosa Anne Hampson. Uma história doce, ingênua (para os padrões modernos), porém gostosa de ler, leve,  que nos faz literalmente "viajar para a Grécia" e sonhar acordadas com aqueles cenários idílicos! O que gostei mesmo foi das descrições da vida humilde dos antigos pescadores de esponja, profissão perigosa e que hoje em dia, talvez tenha acabado - já que novas tecnologias substituíram a lida dos homens na caça desse item. 



A ilha grega para a qual Julia vai, mesmo sem querer, a casa humilde em que vai morar, contrastanto enormemente com a mansão em que vivia na Inglaterra... o homem sisudo, bonito e simples com que passa a viver... e toda a história e segredos ocultos por trás do incidente que a levou para lá: Não é nenhum bestseller, mas tem o seu charme. Uma história bonitinha, fofa, com cenários maravilhosos. Você vai querer ir para a Grécia e conhecer um pescador grego correndo!

Nota dez.

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