11/01/2013

Resenha – Os Deuses do Mar, de Simone Marques

Meu Achismo:
O livro “Os Deuses do Mar” é o primeiro volume da série “Marina e os Tesouros da Tribo de Dana”, de Simone Odete Marques. Foi lançado em abril pela Editora Modo, que entrou no marcado literário a pouco mais de seis meses e já mostra um trabalho competente e sério. Os lançamentos prometidos realmente acontecem, além de fazer um bom trabalho gráfico. O livro é muito bem impresso, tem um bom acabamento e uma ótima apresentação gráfica.
Marina é uma jovem de 17 anos que almeja uma vida normal de adolescente – que é uma condição impossível a ela. A garota vive uma verdadeira “prisão sem muros”, pois ela é o avatar da Deusa Tríplice, cuja Grande Mãe é Dana: Brigite (a donzela), Dana (a mãe) e Morrigan (a anciã).
O mundo de “Os Deuses do Mar” é um mundo pós-apocalítico – mas de um apocalipse que eu torço para que aconteça – e tem que ser logo!
Aos 13 anos, Marina desperta o poder da Deusa, e Dana consegue romper o véu que separa o mundo humano do mundo dos deuses, causando o apocalipse. Todas as armas de fogo e de destruição massiva são dissolvidas, e todas as igrejas são arruinadas, pois o poder de Dana venceu o poder tirânico do Deus Único. Esse dia ficou conhecido como “O Grande Começo”.
Porém, esse episódio foi totalmente apagado da memória de Marina, e ela tenta desesperadamente ter uma vida um pouquinho normal.
Ela vive em Goiás com os pais e irmãs, na Chapada dos Veadeiros, numa fazenda chamada Tribo de Dana. Por ser uma Deusa, Marina vive restringida aos limites da fazenda, sempre vigiada de perto por seus guerreiros-guardiões – jovens treinados em armas e lutas desde criança, para unicamente proteger e defender o avatar da Deusa, a quem eles chamam de Pequena Dana.
Se viver presa a um único lugar, cuja única modernidade é a geladeira, e ser vigiada dia e noite não parecem o suficiente para deprimir a alma de uma jovem na florescência da vida, imagine ser tratada diferente dos demais – porque É diferente e superior aos demais! – não poder, sequer, ser chamada pelo próprio nome e, muito menos, ser tocada por alguém!
Sem o orgulho para inflamar o ego, essas condições se tornam um verdadeiro martírio!
Brian é um guerreiro-guardião, juntamente com Artur. Todos temem uma maior aproximação da garota, mais ainda falar ou tocar nela! Mas Brian não apenas se rebela intimamente quanto a essas condições, quanto deseja além disso. O belo e jovem guerreiro amarga um amor platônico por Marina. Ele luta arduamente, sem obter sucesso, para apagar tal sentimento que só ganhar força a cada dia. E crescerá muito mais, através das aventuras que viverão juntos, por conta da teimosia da garota.
Para mim, esse conflito entre a honra de um Guerreiro de Dana e o amor proibido vivenciado por Brian é o ponto forte do livro. O rapaz vive esse conflito a trama inteira, vendo-se fraquejar ante tal sentimento poderoso, capaz de quase obliterar as suas convicções, seu treinamento, suas crenças, seu dever e sua honra.
Em “Os Deuses do Mar”, a aventura pelo mundo dos deuses em busca dos tesouros da Tribo de Dana apenas se inicia, mas já se mostra digna de figurar ao lado das grandes sagas da Literatura Fantástica. Não faltam elementos pops que figuram nos melhores best-sellers para o público juvenil, mas sem perder sua originalidade ou cair na mesmice. Não há anjos, vampiros ou lobisomens, mas há deuses e guerreiros maravilhosos (para a alegria das adolescentes com mais de 30, hehe!), Magia, fadas, gnomos e outras criaturas fantásticas da mitologia celta. E há, principalmente, verdadeira História e cultura, tudo isso com o tempero da brasilidade, em que guerreiros tribais empunham espadas mas também lutam capoeira, e os cenários transitam pelo eixo São Paulo – Goiás – Finvarra.
 
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