15/01/2013

Dorothy Daniels - O lago dos lírios

Dorothy Daniels - O lago dos lírios
Romance Rebeca nº 48
Depois de muitos anos afastada, Laura voltara a Montville, a propriedade onde passara uma infância feliz. Mas muita coisa se modificara: sua mãe estava morta, seu pai transformara-se num homem frio e Montvilie erguia-se sinistramente. E foi ali que Laura se viu diante do lago dos lírios, que parecia atraí-la para as suas águas traiçoeiras.

O QUE ACHEI:
Um dos livrinhos que eu quis ler na minha adolescência, mas fui ler só agora, ;)
A autora não surpreende por grande originalidade ou por um enredo profundo e bem escrito, ao contrário: É extremamente singela, tanto a ponto de parecer quase pueril. Sua linguagem é simples, as ideias comunicadas de maneira rápida e sem rodeios, os diálogos curtos e diretos. Não tem grandes e complexas reflexões, mas de certa forma, essa é uma qualidade requerida de todo bom romancinho de banca.


Esse aqui, entretanto, é outro do chamado "romance gótico", cujos  enredos tanto fascinavam (e ainda fascinam) leitores do mundo todo. O forte não é o romance de amor, em si - embora esse ingrediente seja infalível - mas o suspense e um ou outro toque sobrenatural.

Dorothy Daniels escreveu um punhado desses romances e, por incrível que pareça, ainda prefiro esses livrinhos aos tradicionais romances Harlequin e Nova Cultural. Não me ligo em cenas "hot", prefiro mais o enredo que prenda pelo suspense e pelo mistério.


EM "O Lago dos Lírios", Dorothy Daniels surpeende pelo estilo light, pelo mistério que, embora mais ou menos previsível, ainda assim encanta, e pelo tipo de narrativa, tão diferente dos romances tradicionais. Por mais pueril e singela que seja a narrativa, ela acaba nos prendendo graças aos muitos "...e agora?" ou "por quês" que permeiam a história de Laura.

 A protagonista é uma jovem que, após a morte da mãe, é enviada para estudar longe de casa pelo pai, um homem frio e indiferente. Quando ela volta, acompanhada pela extravagante e arrogante dama de companhia, Delphine, encontra a propriedade - uma casa de campo com potencial para ser uma grande área agrícola - praticamente abandonada. Revê o amigo Peter Brownlee, filho de James Brownlee, o homem que, segundo os boatos dos empregados, fugiu com a mãe de Laura.

A moça, porém, relembra com saudades da mãe, uma mulher terna, delicada e espirituosa, que escrevia versos e poemas magníficos. E o famigerado lago dos lírios era um dos locais favoritos da mãe de Laura, além de ser também, aparentemente, assombrado pelo fantasma desta...

A história se inicia com o mistério da mãe de Laura: Teria ela, realmente, fugido com James Brownlee - um homem também casado - ou teria morrido de fato? E se morreu, por quê havia os tais boatos sobre sua fuga? E se fugira, onde estaria por todos esses anos e por que jamais dera nenhuma notícia? Depois, surgem outros mistérios: As criadas Zella e sua sobrinha Delphine, que pareciam gozar de grande prestígio junto a Adam, pai de Laura, malgrado suas atitudes arrogantes e impróprias para duas empregadas... os ruídos e vozes que Laura ouve à noite, nas proximidades dos bosques ou na orla do lago dos lírios... e os atentados contra a vida desta. Sem falar do fantasma da mulher de branco, que Laura julga ser o de sua mãe.


Todos esses mistérios irão se empilhar durante a narrativa e juntar-se a outros fatos, todos aparentemente insolúveis: As atitudes frias de Adam, o amor proibido de Laura e Peter, os livros de poesias escritos pela mãe de Laura e pelo pai de Peter, os vários momentos de perigo que a jovem irá passar... o medo... a tensão.

Enfim, um bom romance de suspense, à moda antiga. Dá para entreter você numa tarde preguiçosa, rendendo alguma curiosidade e até várias pequenas surpresas no final. Nota 8,0.

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