03/09/2012

Anne Weale - O anjo e o demônio

Título original: The Feats oh Sara
Anne Weale - Coleção Bianca, nº 91
Editora Abril, 1965

No momento em que chegou a Camargue, no sul da França, Joceline ficou encantada com a paisagem agreste e com o "mistral", o vento forte, típico da região. Mas o que ela não sabia é que seria hostilizada naquela fazenda isolada, onde sua prima vivia entre pessoas rudes do campo. Pouco a pouco, com seu jeito meigo, Joceline foi conquistando a simpatia de todos. Mas Gervais St. Aunes, cunhado de sua prima, insistia em manter uma atitude de desprezo. Apaixonada por ele, Joceline precisava sufocar seus sentimentos, porque Gervais só tinha olhos para a bela Célie, uma mulher experiente, que parecia conhecer todos os segredos do amor...

O QUE ACHEI:
Como falei num post anterior, a autora Anne Weale era uma senhora muito conservadora, o que se explica a extrema ingenuidade e timidez de suas "mocinhas" e certo machismo por parte dos "mocinhos".

Joceline, outra heroína órfã (de mãe), vive apenas com o pai, na Inglaterra. Acudindo ao pedido de ajuda da prima, Camilla, vai para a região de Camargue, na França, onde aquela vive com o marido, o cunhado - Gervais St. Aunes - e a velha tia deles, Madelon. O lugar é uma fazenda de criação de gado, as condições precárias e nada há ali do conforto ao qual Joceline está acostumada.
 
Mesmo assim, surge certo clima entre ela e o autoritário Gervais. Célie, a vizinha (sempre a rival linda, glamurosa e malvada), aparecerá na história, jogando parafina na sopa que Joceline fez, dando uma de camarada para Camilla e se exibindo para Gervais.
  A história é menos interessante que outras de Anne Weale ou Anne Mather, pois é demasiado parada, para não dizer extática. Não existe um conflito declarado entre Célie e Joceline, nem grandes emoções, suspenses, sustos, paixões exacerbadas. Tudo caminha morosamente, quase se arrastando, como se a autora tivesse medo de falar em termos mais fortes.

Só nas últimas páginas há certa emoção, quando Célie e Joss se enfrentam. E paixão? Só no beijo final (e único) trocado entre Joss e Gervais.
 O que dá destaque ao romance, são as descrições detalhadas (costume feliz da autora) de alguns cenários, usos e costumes da região de Camargue, quase dando para sentir no rosto o vento mistral, ver os flamingos e os cavalos selvagens... pelas descrições, a região é maravilhosa. E tem ainda os costumes e festas religiosas da região, os ciganos (dos quais Célie descendia), a festa de Sta. Sara Kali. Enfim, dá para se aprender coisas legais através dos antigos romances.
Nota? Sete.

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