08/08/2012

Filme - Sete dias com Marilyn - resenha

 
Ano: 2012
Elenco: Michelle Williams, Kenneth Branagh, Emma Watson, Judi Dench, Eddie Redmayne, Dougray Scott, Julia Ormond, Dominic Cooper, Derek Jacobi.
Direção: Simon Curtis
Gênero: Drama

Sinopse: 'Sete Dias com Marilyn' é inspirado no livro escrito por Colin Clark, 'The Prince, The Show Girl and Me: Six Month on the Set with Marilyn and Olivier'.

 A musa Marilyn Monroe (Michelle Williams) está em Londres pela primeira vez para filmar "O príncipe encantado". Colin Clark (Eddie Redmayne), o jovem assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier (Kenneth Branagh), sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um romance com a mulher mais sexy do mundo. O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX.
'Sete Dias com Marilyn' é inspirado no livro escrito por Colin Clark, 'The Prince, The Show Girl and Me: Six Month on the Set with Marilyn and Olivier'. Ou, "O príncipe, a corista e eu".

 

O QUE ACHEI:
Achei que a atriz escolhida (Michelle Williams) ficou de fato muito, muito parecida com Marilyn. Esta é uma daquelas estrelas de cinema que eu gostava de assistir em velhos filmes, na sessão da tarde, quando tinha meus dez ou doze anos e achava divertidos os belos musicais e todas as caras e bocas de Marilyn. Como toda menina sonhadora que se preze, eu gostava de me imaginar naqueles palcos e minhas frases preferidas, dos oito aos dez anos, era "quero ser atriz de teatro", como se isso fosse possível aqui! :) Claro, bons musicais existem, vide os shows da Claudia Raia. Mas...

Bem, o filme é bacana. Colin Clark, que resolveu contar sua história "real" (ou talvez quase real) com a artista, escreveu um livro, baseado nas notas que tinha escrito, quando ela foi para a Inglaterra, filmar em companhia do aclamado Sir Laurence Olivier.

No filme, o jovem Colin é apenas um assistente, rapazola magro e sem muitos atrativos, mas dotado de uma grande sensibilidade e gentileza, o que, na certa, foi o que cativou a bela estrela de cinema. Por um acaso do destino, o moço vai até a casa de campo onde ela está instalada, com seu atual marido e presencia uma triste cena doméstica, em que ela chora. Para variar, chora por causa de algumas coisas que descobriu do marido, acusações contra ela, e coisas do gênero.

A gentileza se transforma em amizade, esta em afeição mútua e em pouco tempo, Colin era visto como o "queridinho" de Marilyn.

Na realidade, o filme vai um pouco além de mostrar o interlúdio romântico de Marilyn (e imagine quantos desses interlúdios ela não deve ter tido em sua curta e brilhante vida de atriz). O filme mostra a pessoa carente, frágil, sensível, que vivia dentro da pele da mulher glamurosa e sensual. Uma faceta que poucos conheceram de perto, uma mulher que tinha vários complexos e traumas íntimos, que repisava os episódios infelizes da infância, a falta do pai, a loucura da mãe, os problemas com os vários homens que passaram por sua vida, a dependência química de vários tipos de drogas.

Enfim, a vida dessa mulher foi como Elton John canta em sua linda ode à atriz, "Candle in the wind", uma velinha no vento. E nem eram assim tão fortes os tais ventos, mas a vontade dela e sua personalidade fraca é que a levaram para o fim triste e trágico que ela teve.

 Bom filme!

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