segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Emily Brontë - O Morro dos Ventos Uivantes, um amor que não morre...

O Morro dos Ventos Uivantes, o Paraíso dos Amantes Eternos...

LI Wuthering Heights quando tinha 12 anos - a primeira vez. Chorei, apesar de ser uma edição adaptada para o público infanto-juvenil.
Aos 15 anos li novamente, desta vez, uma edição integral (justamente a dessa capa aí, ao lado)... e novamente, me desmanchei em lágrimas.

Não se trata de pieguice, exagero, sentimentalismo de adolescente. Quando li a versão do filme, com Juliette Binoche, também chorei - sem que ninguém visse, claro... ou iam me chamar de bobinha. Porque aqui em casa só tenho dois homens "insensíveis", ou melhor, que não curtem ou não se interessam por romances.

Mas qual a mulher, que lê muito (e não só romances), que tenha lido o livro e/ou assistido os filmes, que não tenha ficado de olhos marejados, ao ler ou conhecer a história maravilhosa de Catherine e Heathcliff? Quem não teria se sentido transportado, ainda que só por alguns minutos, às imortais e inesquecíveis colinas de Thruscross Grange ou Wuthering Heights? E sentido - ou imaginado - sentir no rosto as rajadas dos ventos gelados dos Morros Uivantes, e com elas, sentido um pouco da dor de Catherine ao perder seu amor...? Ou da dor de Heathcliff, ao contemplar o cadáver da mulher e único ser humano que ele amou, em toda sua vida?

Não dá para ficar indiferente. Wuthering Heights marcou minha vida, como a mais linda história de amor de todos os tempos... tanto na literatura, como no cinema. Eu lamentei com Catherine... lamentei por Catherine, e por todas as Catherines do mundo: Por seu orgulho mesquinho, por sua leviandade e por ter perdido a chance de se feliz. Também lamentei por Heathcliff, por sua teimosia, sua crueldade para com os outros, por sua doentia fixação em Catherine. Mas sobretudo, me emocionei com ambos... E como todas as mulheres, também desejei ter sentido um pouquinho só daquela imensa chama de paixão e amor inextinguível, que abrasou os corações de ambos... e acabou por destruí-los.

 

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