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Anne Mather - À beira do abismo



À Beira do Abismo - "Jake Howard's wife" (resenha)


Jake Howard e sua mulher, Helen, pareciam um casal perfeito. E só eles mesmos sabiam que seu casamento era quase uma farsa... Com a morte do pai, Helen viu no pedido de Jake a possibilidade de ter uma vida estável e luxuosa. Jake, que buscava a perfeição, não poderia desejar uma esposa mais bonita, sofisticada e discreta. Então, eles se casaram. Cada um dormia em seu próprio quarto, levava sua própria vida, tinha seus próprios amigos. Agora, três anos depois, Helen começava a detestar aquela união, onde não havia afeto, intimidade... nem sexo. E se ela trocasse tudo pela única coisa que lhe faltava: o amor?

O QUE ACHEI
(resenha): Literalmente, o primeiro "florzinha" (romance de banca da primeira geração, da Nova Cultural) que li. Eu tinha entrado na comunidade Adoro Romances, no Orkut, e através da amiga Luciana Zetum, dona da mesma e fervorosa colecionadora de "florzinhas",  travei conhecimento com esse gênero literário tão leve e gostoso, e que (não se espantem, pois é verdade) 80% das mulheres lêem. Embora apenas 40% admita.

O livro em questão é da autora (hoje já idosa) Anne Mather. Na época desses livrinhos, por volta dos anos 60 e 70, as heroínas eram muito, muito tímidas. E virgens, na maioria das vezes. Porém, não pensem que as histórias são insípidas, ao contrário: Excetuando-se esse detalhe (que hoje em dia não faz mais parte da realidade), as histórias são densas, com conflitos muito realistas e casais que, mesmo com a dose de imaginação literária por trás, se assemelham muito aos casais de hoje em dia.

Nesse romance, Helen é a moça pobre, a "pobre menina rica". Tema recorrente, nesse livro tem o diferencial seguinte: a "pobre menina" é casada.

 Iniciando a leitura, pega-se um ódio profundo do marido dela, Jake, um empresário bem sucedido e tremendamente frio - pior que o mais fleumático dos ingleses - que a ignora completamente.

Quem pode imaginar um casamento desses? Helen, embora não queira admitir, sente-se atraída pelo frio, pelo insensível homem que dorme na mesma casa que ela e a ignora por completo. Não creio que uma mulher sensível tolerasse uma situaação dessas por muito tempo.

Mas Helen suporta, por três longos anos! Até que a situação começa a se complicar, e ela deseja mais que um casamento frio, de fachada.

Até o final o clima entre o casal é tenso... mas, afinal, como sempre ocorre nesses livros, a situação clareia ao fim.

Um livro excelente. Não deixe de ler, se for adepta de romances leves. Nota 10!


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Anne Mather - A Reconquista

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A Reconquista - "Jack Riordan's Baby" - Jessica 44 - Anne Mather

Jack Riordan era tudo o que se espera encontrar em um homem. Por isso, precisava de uma mulher à altura! No entanto, Rachel tinha seus receios: ela e o marido tinham se distanciado após várias tentativas frustradas de ter um bebê. Mas Rachel estava determinada a reconquistá-lo. Se conseguisse seduzi-lo, talvez enfim concebesse o filho que Jack tanto desejava...

O QUE ACHEI:
Diferente dos livros tipo "florzinha" ou "corações" da Nova Cultural, esses livros da Harlequin são bem mais "fúteis" - se é que posso usar esse termo. Seus argumentos são bem mais leves, os conflitos mais comuns, pouco profundos, as cenas de sexo são o mais forte, em detrimento do lado emocional e das emoções.

Mesmo assim, arrisquei a leitura desse, sendo Anne Mather uma autora que sempre me agradou.


Até que é interessante: Uma esposa que tenta reconquistar o marido, do qual se afastara sem querer por conta da dificuldade de engravidar (o que, convenhamos, não é bem motivo para tanto).
 
Nada parece funcionar, mesmo ela usando de artifícios diversos, lingeries ultrasensuais, ambientes calientes, e tudo mais. O que complica a situação, é quando uma aparentemente-suposta rival surgem em sua casa. Lança à sua cara diversas notícias, sendo uma dessas a de que ela, a rival, estava "grávida" do marido de Rachel.

Aqui a coisa esquenta, e a leitora poderá tomar o partido da esposa supostamente (ou talvez) traída.

O desenrolar da trama agrada, embora seja mais ou menos simplista., nada que já não se esperasse, mas o final foi bom. Um livro interessante.

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Laura Elias - Raízes da Paixão

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Raízes da paixão - Coleção Paixões Ardentes nº 1 - Laura Elias, sob pseudônimo de Suzy Stone

Nigel não sabia mais o que fazer com seus filhos, que pareciam cada dia mais incontroláveis. Perdido em seus próprios medos, ele era um homem atormentado pela culpa e consumido pela frieza de sua vida.

Quando Noelle, a nova babá, entra em cena, uma luz de esperança e felicidade parece surgir para aquela família. Os terríveis segredos do passado, que tanto atormentavam Nigel, surgem na figura de um amigo distante, Harold, que retorna à Inglaterra, trazendo com ele os pecados que rondavam aquela casa.
Noelle então, se vê dividida entre aqueles dois homens envolventes e arrebatadores...

Editora: Mythos Books
Ano: 2006
Páginas: 111

O QUE ACHEI:
Um romance leve, escrito de maneira ágil e com uma trama boa, com elementos góticos e suspense. Gostei da história de Nigel, o homem atormentado pelas lembranças de sua esposa morta em um acidente de carro - de cuja morte ele se culpava. Gostei de Noelle, e seu jeito diplomático para lidar com os jovens, filhos de Nigel.

Mas, sobretudo, gostei dos mistérios que envolviam aquelas pessoas, Nigel e Harold principalmente, ambos apaixonados pela lembranaça da inesquecível mulher que morrera. A mulher perfeita. Lembrou-me um pouco o romance "A Sucessora", (Carolina Nabuco), em que Alice, a morta, era considerada por todos como 'perfeita', insubstituível. Por isso, Marina, a segunda mulher do viúvo de Alice, não se considerava nada, nada além de uma sucessora. 
Mas essa história de "mulheres perfeitas", heim? Sempre cheira mal. Porque ninguém é perfeito, e na história de Laura Elias, a falecida de Nigel era, isso sim, uma grande safada.

Muito bom esse livrinho da autora Laura Elias (pseudônimo de Suzy Stone), e torço para que ela lance mais livros.



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Claire Harrison - A Rosa do Ártico

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A Rosa do Ártico - Clássicos da Literatura Romântica ( Arctic rose )
Na solidão da floresta canadense, Guy e Rebeca foram parceiros e amantes.
O pequeno avião partiu-se em dois e mergulhou no lago. Guy e Rebeca, únicos sobreviventes, sentiram que a fatalidade fora apenas adiada. Quem os encontraria na floresta de pinheiros do Canadá?

  Quem os livraria de um destino trágico em meio a uma natureza bela, mas hostil? Dias e noites de medo, pesadelos, fome... Desejos camuflados emergindo à flor da pele. Como saber o instante sublime em que se deu o despertar violento da paixão? Condenados à solidão do Ártico, entregaram-se um ao outro numa escalada delirante de volúpia, para esquecer o sofrimento e celebrar a vida. Se a salvação chegasse, que futuro aguardaria aquele sentimento poderoso, nascido na adversidade?
Ano: 1985
Páginas: 256
Tradutor: Vera M. D. A. Renoldi

O QUE ACHEI:

Esse livrinho antigo da Nova Cultural vale muito a pena. Ás vezes acontece de, você estar passeando por um sebo ou livraria, e se deparar com um livro que nunca ouvira falar, totalmente desconhecido do grande público. E de você se resolver a ler tal livro e surpreender-se agradavelmente com ele.
Eu ouvi falar dele por uma amiga da net, a Zelucia, que fizera uma resenha em uma comunidade do Orkut. Amei a resenha e me interessei pelo livrinho.
Fui atrás e consegui adquiri-lo, usado mas em bom estado. E valeu a pena.

Um romance que fala de duas coisas importantíssimas para uma mulher: O amor e a beleza. Rebeca é uma moça obesa, que se considera feia e que é torturada pela mãe - uma mulher linda e vaidosa - para que faça dieta... emagreça... faça dieta... emagreça.

Spring by TheAutumnLeaves

Quando sofre o acidente, tudo muda para ela: Sem pensar em dietas, mas forçada pelas circunstâncias, ela acaba por emagrecer. Porque não tinha absolutamente o que comer, isolada em meio às florestas frias e desoladas do Ártico. Nesse acidente, seu companheiro de viagem, Guy, é um homem bonito que, a princípio não repara na mocinha gorducha e sem graça do avião. Mas depois a convivência forçada entre ambos os aproxima. Muito mais do que poderiam ter imaginado.

Um romance interessante, com um enredo que prende do início ao fim. Não é enrolado, nem lento, nem enjoativo, nem cansativo como alguns romances do gênero.

Recomandadíssimo.


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Charlotte Hunt - ROSAS VERMELHAS PARA JENNY

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JENNY ESCREVERA a Ruth sobre seu futuro casamento com Lars Sven. Três meses depois Jenny estava morta. No sinistro castelo de Majorca, Ruth encontra Lars. Sente que este a atrai mas julga ter sido ele um dos responsáveis pela morte da amiga. Ruth procura a chave da misteriosa morte de Jenny mas para sua surpresa encontra-a viva.

Coleção Rebeca, Ediouro, 1986.

O QUE ACHEI:
Mais um livro da coleção Ediouro Rebeca, que li e apreciei muito. Outro romance estilo gótico. Desta vez, Ruth vai parar no fabuloso castelo Minerva, na Ilha de Majorca, Espanha, onde sua amiga, quase irmã, Jenny Midgnight faleceu, na flor dos seus vinte e poucos anos, vítima de uma infecção. Ruth acaba de sair de um relacionamento malfadado, e ainda traumatizada, começa a "ver" o que ela chama de "fantasma de Jenny", uma aparição da amiga morta, trajando o uniforme do orfanato onde ambas viveram, quando crianças. 


O "fantasma" parece implorar que Ruth faça alguma coisa, a ajude... e Ruth não compreende o significado daquilo, imaginando que deve, ao menos, ir até o túmulo da amiga, depositar algumas flores e rezar. E imbuída dessa intenção, ela parte para Majorca, indo parar no fabuloso e sinistro castelo Minerva, cujo proprietário, Lars Sven, foi quase "noivo" da falecida Jenny. Antes de chegar lá, porém, durante a excursão de ônibus que ela fez para chegar à Espanha, Jenny conhece ainda o selvagem Ian Hamilton, que mais tarde se revela parte principal da intrincada trama que cercava o desaparecimento de Jenny e outros fatos estranhos que começam a acontecer.
Um romance bem escrito e apesar de ser uma edição antiga, de bolso, tem uma trama que não deixa nada a dever a um bom livro de suspense à la Agatha Christie. Com um toque de sobrenatural também.

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Laura Elias - O Anel da Vida

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O ANEL DA VIDA - Laura Elias, assinando como Loreley Mckenzie
 
Martha era bonita, inteligente e capaz, mas não enxergava suas qualidades. Vivia uma vida sem graça, dividida entre o domínio da família, os berros do patrão e a indiferença do namorado. Mas, então, coisas estranhas começaram a acontecer. Primeiro uma misteriosa velhinha que encontrou no ônibus. Depois, a briga com o namorado e, por fim, um anel mágico que encontrou jogado na praia.
Assim, de uma hora para outra, o dia-a-dia de Martha, tão cheio de tristezas, mergulhou em um fascinante ciclo de reviravoltas e transformações, cujo resultado final poderia custar sua própria vida.

Ano: 2005
Editora: Mythos

O QUE ACHEI:
Um dos primeiros romances da escritora brasileira Laura Maria Elias, sob pseudônimo de Loreley McKenzie que eu li. Tem uma capa linda, é um livro fino, mas bem escrito. Singelo, curioso, fala de um anel mágico encontrdo por uma jovem - uma jovem que tinha problemas de relacionamento com a familia e com os homens de modo geral. Depois de encontrar o misterioso anel, sua vida muda... Gostei. A linguagem é ágil, objetiva, o leitor é embalado pela narrativa que não embola nem cansa.


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Barbara Delinsky - Paixão do Outro mundo

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Barbara Delinsky - Paixão do Outro mundo
Momentos Íntimos Extra, Nova Cultura, edição 140, 1993.


Paixão de outra... galáxia?

Murmurando palavras de amor, Cameron beija e acaricia Samanta por inteiro, detendo-se nos pontos mais sensíveis. No auge desse delicioso suplício, ela anseia fundir-se ao corpo dele com um desejo que a aterroriza...
Porque Cameron não é um homem comum. Mas um misterioso forasteiro que, após salvá-la da fúria do oceano, a enfeitiçou com seus olhos azuis.

O QUE ACHEI:
Um romance muito diferente dos romances modernos de Barbara Delinsky. Leve, interessante, é uma história curta, talvez singela, porém gostosa para se ler em uma tarde chuvosa, recostada em sua poltrona favorita.
Tem um leve tom "romance gótico", com três dos ingredientes desses: A protagonista (mocinha) diante de um mistério, uma casa isolada em um lugar mais ou menos sinistro e um mocinho misterioso. A moça, Samanta, é herdeira de um misterioso legado ancestral, que os habitantes do vilarejo de pescadores, onde ela mora, consideram como "magia". Ela se considera uma curandeira ou meio bruxa, pois possui certos poderes de cura e sabe lidar com ervas, fazendo remédios com os quais auxilia os moradores locais. Nem por isso é menos hostilizada, sentindo-se isolada e fechando-se em um casulo de frieza e medos. Quando aquele belo forasteiro a salva de afogar-se, durante uma tempestade no mar, ela precisa encarar a presença dele em sua cabana, e o faz, mas cheia de receios e cautelas, desejando ardentemente que ele vá logo embora. Mas não é o que ocorre, e a atração surge rápida entre eles, revelando-lhes coisas inacreditáveis. Cameron não é o que parece, porém quando Samanta descobre quem (ou o quê) ele é, é tarde demais: Ela sente que o ama e o aceitará de qualquer forma.

Eu gostei muito da história, que tem um final absolutamente inesperado e diferente de todos os romances femininos que li. Talvez você não goste do final... mas, com certeza, vai gostar da história, e não há de esquecê-la. Eu daria nota 10!



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